sábado, 14 de novembro de 2009

IMPERCEPTÍVEL, COMO DEDOS NOS CABELOS AO VENTO...











Às vezes damos muito valor, a coisas que não merecem. Uma lágrima não passa de um instinto. Sai quando dói, quando ri, quando mata...
É como se fossem dedos no cabelo ao vento, quase imperceptível. Como se fossem sorrisos distribuídos à fatos e a flashes, tão falsos quanto jóia banhada a ouro. Lágrimas não passam de desabafos berrados pelos olhos. A vida não passa, e momentos, cabelo ao vento, lágrima ao instintivo e flash nos sorrisos...

Tudo breve, simples e óbvio. Quem complica somos nós, tiramos a simplicidade e colocamos sentimentos, liberdade e emoção onde não tem. Mas a vida é assim, acho que as coisas não teriam graça se as lágrimas não provocassem um impacto em quem as vêem, ou os cabelos não embaraçasse quando os tocam, ou ainda que o sorriso não fizesse quem recebes sorriso também.

A vida é um vai e volta mesmo. O que então fazer?
Não da sempre pra viver com lenços nos olhos, nem com muito condicionador nos cabelos e colgate nos dentes.

Mas temos duas opções:
Levamos a vida assim, ou vemos que tudo é simples demais pra ser vivido...

Agora sei porque diante de tanta simplicidade, Lispector as complicava. E entendo quanto amor ela sentia nelas, não amando.


- O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?
Lispector, Clarice.

Um comentário:

  1. A emoção é inerente ao ser humano. O que eu acho é que o ser humano inverte muito as coisas as vezes. Colocam sentimentos em coisas sem necessidade e deixam de sentir com o coração coisas que precisavam ser um pouco mais sentidas.

    ResponderExcluir