Ela rodeia suavemente com os dedos a borda de uma xícara de café, como se fosse a única coisa que existisse naquele momento, naquele espaço, naquele tempo, naquele mundo que só propriamente ela – os dois conhecem. Mexe e remexe internamente o açúcar no café, como se fosse o mel daquele olhar. Ela o mistura delicadamente, para tentar encontrar a cor que tens quando olhas para as ondas do mar. É o mel que alimenta a alma, que da cor ao coração e que ilumina direções. Odeia as frases por serem em ti todas elas pérfidas. Entre silêncios escondidos por olhares misteriosos, procura um sinal, uma melodia, um olhar. Tenta desenhar, pintar, escrever; é a fusão de tudo em si. Mas logo depois, sente que foi tudo em vão... Todas as idéias lhe ocorrem à cabeça vindas da alma, mas quanto pensa em ti, tudo acaba e o mundo desaba. E o mundo desaba...
Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Insatisfeitos, seguimos caminhos aonde todos parecem nos levar ao mesmo destino. E deve ser justamente o incerto por trás de cada passo que tanto nos impulsiona e fascina cada vez mais, essa busca interminável e imaginável chamada destino...
quarta-feira, 31 de março de 2010
E O MUNDO DESABA...
Ela rodeia suavemente com os dedos a borda de uma xícara de café, como se fosse a única coisa que existisse naquele momento, naquele espaço, naquele tempo, naquele mundo que só propriamente ela – os dois conhecem. Mexe e remexe internamente o açúcar no café, como se fosse o mel daquele olhar. Ela o mistura delicadamente, para tentar encontrar a cor que tens quando olhas para as ondas do mar. É o mel que alimenta a alma, que da cor ao coração e que ilumina direções. Odeia as frases por serem em ti todas elas pérfidas. Entre silêncios escondidos por olhares misteriosos, procura um sinal, uma melodia, um olhar. Tenta desenhar, pintar, escrever; é a fusão de tudo em si. Mas logo depois, sente que foi tudo em vão... Todas as idéias lhe ocorrem à cabeça vindas da alma, mas quanto pensa em ti, tudo acaba e o mundo desaba. E o mundo desaba...
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melâncolia e solidão
ResponderExcluirja tive momentos assim
texto maravilhoso curto muito
esses textos
to te seguindo gostei muito do blog
Muito bom,Raíssa.Às vezes,não há mel que adoce certas "situações" ou condições em nossas vidas.Tenho esse costume tb,de ficar "rondando" em bordas de xícaras;a diferença p/ seu texto,é que meu café ou chá,são sempre amargos ou,"naturais",como qualquer dor,
ResponderExcluirfísica ou não. Um abraço,3.075rs