Às vezes ela se sente particularmente triste. Como ela queria ser aquela garotinha novamente, a garotinha das bochechas e boca rosada, a menininha que pedia pro papai colocar pela milésima vez a música do ursinho Pimpão, e toda vez que ele fosse a banca de jornais, pedia que lhe trazia mais um gibi da Turma da Mônica e um Babaloo de uva. A garotinha que pedia pra mamãe dar comida na sala, pra não perder o desenho do Pica-pau, mesmo que muitas vezes o episódio era repetido. Como ela queria voltar a ser a garontinha que dormia com chiclete na boca, acordava com ele grudado no cabelo e tinha sempre que aparar as pontas antes de ir pra escolinha. A garotinha que tinha os dentes e a letra grande que sempre gostou do seu nome, e exigia que escrevessem certo com dois "ss" e acento. R-A-Í-S-S-A.
Mas a garotinha cresceu, e ainda ela tem um pouco as bochechas rosadas, assisti Pica-pau, lê os gibis da Mônica e um dos seus chiclés favorito é o Babaloo de uva. Ela foi crescendo e querendo ter a certeza de que tudo ia correr bem. Ela queria acreditar que todos aqueles que ela mais ama, nunca iriam desaparecer. Ela precisa e quer sentir o cheiro, o aperto do abraço, o olhar carinhoso, a palavra que abriga, a palavra amiga...
Como ela queria voltar atrás, nem que fosse por uns minutos, ouvir a voz que a esqueceu, sentir a presença, um abraço, um carinho... Infelizmente ela sabe que isso que deseja é impossível.
O seu percurso é tão cheio de buracos, parece uma estrada esquecida, olha para o lado e consegue ver a auto-estrada, mas que também não a atrai. Ela vê pessoas a passar, que não dão valor as coisas mais básicas da vida, como o tal abraço, o cheiro, um sorriso, uma palavra, o ser verdadeiro... Agora ela prefere sua própria estrada. Por vezes, ela cai e se magoa, mas cada vez que se magoa, encontra alguém enquanto se levanta e que lhe estende a mão. Foram poucos, mas estenderam de coração.
Neste momento, ela já não é tão egoísta como era, agora deixa as pessoas entrarem no seu mundo, apesar deste medo que a corrói de as perderem. No fundo, ela acha que tudo aquilo que ama morre, e acaba por se afastando das pessoas. Elas não a entendem, e nem ela as entende. Ela tem medo, mais do que pode ter medo?
Por vezes no escuro do seu quarto, fica apavorada, preciso tanto admitir que precisa de pessoas ao seu redor, precisa sorrir, às vezes precisa sorrir.
Mas depois ela se culpa, porquê? Mas porquê?
Se culpa porque se perde, e a falta que a vai fazer sorrir outra vez, será que a reaprende?
Ela sabe as respostas, contém a teoria toda, e sabe que não é com esta linha de pensamento que deve viver, mas apeteceu o seu 'EU' dela hoje, apeteceu abrir um pouco do seu [meu] livro.
Caiu uma lágrima atrás de outra agora, mas já passou.
Ela aprendeu que não sabe viver sem a amizade, aquela amizade pura sem preconceitos, sem maldade, e com muito, muito amor.
Mas crescer faz parte do desenvolvimento humano, mental e psicológico. E crescer é de fato, também é uma grande necessidade [imposta, mais é].
Apenas doces e eternas lembranças, de raros momentos felizes...
Mas a garotinha cresceu, e ainda ela tem um pouco as bochechas rosadas, assisti Pica-pau, lê os gibis da Mônica e um dos seus chiclés favorito é o Babaloo de uva. Ela foi crescendo e querendo ter a certeza de que tudo ia correr bem. Ela queria acreditar que todos aqueles que ela mais ama, nunca iriam desaparecer. Ela precisa e quer sentir o cheiro, o aperto do abraço, o olhar carinhoso, a palavra que abriga, a palavra amiga...
Como ela queria voltar atrás, nem que fosse por uns minutos, ouvir a voz que a esqueceu, sentir a presença, um abraço, um carinho... Infelizmente ela sabe que isso que deseja é impossível.
O seu percurso é tão cheio de buracos, parece uma estrada esquecida, olha para o lado e consegue ver a auto-estrada, mas que também não a atrai. Ela vê pessoas a passar, que não dão valor as coisas mais básicas da vida, como o tal abraço, o cheiro, um sorriso, uma palavra, o ser verdadeiro... Agora ela prefere sua própria estrada. Por vezes, ela cai e se magoa, mas cada vez que se magoa, encontra alguém enquanto se levanta e que lhe estende a mão. Foram poucos, mas estenderam de coração.
Neste momento, ela já não é tão egoísta como era, agora deixa as pessoas entrarem no seu mundo, apesar deste medo que a corrói de as perderem. No fundo, ela acha que tudo aquilo que ama morre, e acaba por se afastando das pessoas. Elas não a entendem, e nem ela as entende. Ela tem medo, mais do que pode ter medo?
Por vezes no escuro do seu quarto, fica apavorada, preciso tanto admitir que precisa de pessoas ao seu redor, precisa sorrir, às vezes precisa sorrir.
Mas depois ela se culpa, porquê? Mas porquê?
Se culpa porque se perde, e a falta que a vai fazer sorrir outra vez, será que a reaprende?
Ela sabe as respostas, contém a teoria toda, e sabe que não é com esta linha de pensamento que deve viver, mas apeteceu o seu 'EU' dela hoje, apeteceu abrir um pouco do seu [meu] livro.
Caiu uma lágrima atrás de outra agora, mas já passou.
Ela aprendeu que não sabe viver sem a amizade, aquela amizade pura sem preconceitos, sem maldade, e com muito, muito amor.
Mas crescer faz parte do desenvolvimento humano, mental e psicológico. E crescer é de fato, também é uma grande necessidade [imposta, mais é].
Apenas doces e eternas lembranças, de raros momentos felizes...

Que Deja vu. Eu tenho certeza de que já li essas suas palavras em algúm lugar. Mas relendo agora, não consigo parar de pensar o quanto a vida inevitavelmente muda a gente mesmo.
ResponderExcluirSissi meu amor,acredite que aqueles que souberem olhar pra você,com amor,com respeito,com carinho,lhe darão todo o afeto e amizade,SINCEROS,que sua doçura faz por merecer.
ResponderExcluirNão tema perder as pessoas,não tema amar e dar amor,pois só assim,ele poderá chegar na sua vida.
E todos nós temos, nem que seja uma única pessoa que nos ama de verdade.
Um beijo imenso e não deixa que nada destrua sua doçura.